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Veja o segurado que planeja a se aposentar nos próximos anos pode fazer para ganhar mais:

1. Correções no cadastro de contribuições do INSS:

– Quando o segurado pede a aposentadoria, o INSS leva em conta as informações que estão no CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais);

– As empresas são as responsáveis por preencher esse cadastro;

– Em casos de erro, o benefício do segurado pode ser reduzido;

– Por isso, o segurado deve analisar todas as informações contidas no cadastro, checando os dados anotados em sua carteira de trabalho;

– se houver diferença, deverá pedir a alteração no posto;

Para fazer as mudanças, será preciso apresentar: carteira de trabalho; holerite; Carnês de contribuição.

2. Tempo de serviço militar:

– Os segurados que prestaram serviço militar podem usar esse tempo para aumentar o período de contribuição;

– Para ter esse tempo reconhecido no posto do INSS, o segurado deve apresentar: Certificado de reservista ou certidão emitida pela Marinha, Exército ou Aeronáutica.

3. Atividade como aluno aprendiz:

– O segurado que freqüentou escola técnica como aluno aprendiz pode incluir esse período em suas contribuições no INSS;

– Antes de dezembro de 1998: o INSS aceita esse tempo com a apresentação de uma certidão emitida pela instituição comprovando sua atividade como aluno aprendiz;

– Depois de dezembro de 1998: após essa data, o segurado só consegue esse tempo na Justiça. Mesmo assim, é recomendável dar entrada no posto antes.

4. Estagiário:

– Para a Previdência, o estagiário terá direito se contribuiu como segurado facultativo;

– É importante guardar os carnês de pagamentos;

– Se o estágio não tinha relação com a área de estudo do segurado, a Justiça poderá reconhecer esse período de contribuições, pois entende que era um emprego comum;

– Nesse caso, será preciso entrar com uma ação judicial, pois pedido será negado no posto.

5. Trabalho no serviço público:

– O segurado que já trabalhou no serviço público com servidor pode aproveitar essas contribuições na contagem feita pelo INSS;

– No posto, será preciso apresentar: CTC (Certidão de Tempo de Contribuição), que deve ser solicitada ao órgão público para o qual o segurado prestou serviço.

6. Contribuições de autônomo:

O autônomo que deixou de contribuir por alguns períodos trabalhados pode pagar as contribuições atrasadas para aumentar seu benefício.

Exemplo:

– Um autônomo não fez pagamento ao INSS de 1998 a 2003 e pede a aposentadoria em 2012;

– No INSS, ele pode solicitar um cálculo considerando o pagamento dessa época;

– Se for vantajoso, terá que pagar as contribuições atrasadas;

– É preciso comprovar que ele trabalhava na época e pagar juros e correção monetária dos pagamentos atrasados.

Cuidado:

– A partir de abril de 2003, são as empresa para as quais o autônomo prestou o serviço que devem fazer os recolhimentos;

– Por isso, o segurado deve sempre verificar o CNIS para acompanhar se o recolhimento está correto;

– Além disso, quando prestar um serviço deve guardar a RPA (Recibo de Pagamento a Autônomo), que servirá de prova no momento da aposentadoria.

7. Períodos trabalhados na área rural:

O segurado que trabalhou na lavoura pode adicionar esse período de serviço na aposentadoria.

Antes de novembro de 1991: o segurado pode se beneficiar desse tempo mesmo se não pagava contribuições ao INSS.

– Será preciso comprovar o trabalho rural com provas documentais, que podem ser, dentre outros: registro em carteira; declaração do sindicato que representa o trabalhador rural; comprovante de cadastro no INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária); notas fiscais referentes à entrega de produção rural com a indicação de atividade de lavrador; cópia de declaração do Imposto de Renda, com indicação de renda da comercialização de produto rural.

– O período é aceito no posto, mas é possível que o INSS exija entrevistas com pessoas que trabalharam com o segurado na época;

– A comprovação não é simples e há muitas ações na Justiça pedindo o reconhecimento.

Depois de novembro de 1991: Após esse período, o segurado precisará ter pago contribuições ao INSS referentes a seu trabalho na lavoura.

8. Reconhecimento de trabalho sem registro ou veras extras de ação trabalhista:

– O segurado que ganhou uma ação trabalhista para reconhecer um tempo em que trabalhou sem registro em carteira pode ter um benefício maior;

– O reconhecimento do vínculo trabalhista permite aumentar o total de pagamentos ao INSS;

– Ele pode incluir contribuições com valores maiores, aumentando a média salarial;

– Esse acréscimo aumenta sua média salarial, usada pelo INSS para calcular a aposentadoria.

– O que pode ser incluído: horas extras; gratificações no salário-base; adicionais de risco e noturno.

– Depois de ganhar a ação trabalhista, o segurado deve pedir a atualização do seu CNIS no INSS. Se o pedido for negado, ele deverá buscar a Justiça.

9. Conversão de tempo especial:

– O segurado que trabalhou exposto a agentes nocivos à saúde ou à integridade física pode aumentar seu benefício;

– Se ele não tiver tempo suficiente para pedir uma aposentadoria especial, que exige 25 anos de contribuição para a maioria das atividades, poderá aumentar ou antecipar a aposentadoria por tempo de contribuição;

– Para a maioria dos casos, um ano de contribuição especial vale 1,4 ano (homem) ou 1,2 ano (mulher);

– Antes de 1995: Até 1995, o INSS tinha uma lista de profissões que davam direito à aposentadoria especial, assim, para obter a contagem mais vantajosa, bastava apresentar a carteira de trabalho indicando uma profissão que estava na lista;

– Após 1995: O INSS passou a exigir laudos para comprovar a exposição a agentes nocivos à saúde. Atualmente, o laudo exigido é o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário).

10. Aumentar as contribuições antes da aposentadoria:

– Quem trabalha com carteira assinada só consegue aumentar os pagamentos se tiver uma renda extra, como autônomo;

– O contribuinte facultativo, como a dona de cãs, que aumenta a médica salarial antes da aposentadoria Poe melhorar seu benefício.

Exemplo:

Um segurado com 54 anos de idade e 35 de contribuição. Se ele sempre pagou o INSS sobre dois salários mínimos, sua aposentadoria será de R$ 635, porém, se nos 12 meses antes de se aposentar ele passar a contribuir pelo teto (R$3.916,20), seu benefício será de R$ 760.

Fonte: Jornal Agora